A menina que roubava livros

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Tudo bem, talvez eu esteja um pouco atrasada com meus comentários, ate por que fui sábado assistir o filme A menina que roubava livros, baseado na obra literária de Markus Zuzak. Mas de qualquer forma não conseguiria ficar sem registrar aqui minha opinião, de um dos meus livros favoritos, que me deixou cheia de emoções cada pagina que passava. Mas não vou me adentrar nesse mérito agora, sendo que já falei bastante no post http://goo.gl/r7be80

filme_-a-menina-que-roubava-livros-1 Comovente é a palavra mais forte que me vem à mente para descrever minhas duas horas na salinha do cinema. A canadense Sophie Nélisse interpretou com maestria o papel da protagonista Liesel Meminger com seus olhos marcantes e expressivos, deixou transparecer emoções como palavras estivessem sido ditas. Também se destacam no filme com suas belas performance Geoffrey Rush e Emily Watson no papel de pais adotivos da Liesel, dupla dinâmica que demonstram como o amor pode ser demonstrado de formas diferente.

filme_-a-menina-que-roubava-livros-4 Eu gostaria de conseguir não comparar o filme ao livro, já que tanta gente acha isso um tanto presunçoso, mas como isso é impossível no mundo dos leitores fica aqui minha percepção, adorei a obra cinematográfica, sozinha sem dúvida não poderia criticá-la. Mas lado a lado com a fantástica historia escrita por Zuzak, devo dizer que o roteiro não se aprofundou na história, claro que em um longa metragem não é possível ter todas as cenas de um livro de mais de 500 páginas, o que quero dizer é que no final senti uma superficialidade em momentos que deveriam ter sido muito mais arrebatadores, como o relacionamento de Lisiel e Max, que se ajudam tanto emocionalmente durante toda a narrativa.

Claro que uma historia que se passa na segunda guerra mundial, ficção ou baseada em sobreviventes desse período, é arrebatadora por si só, e não faltou funga-funga no final do filme, mas deixo aqui 4 estrelas contra as 5 do livro, já que ate a morte não se fez tão presente como principal narradora.
Mudando um pouco o rumo da critica, A menina que roubava livros é sem dúvida um ótimo programa para a família, não restringe idade nem gênero, é sucesso garantido, e fique de olho por que nem os meninos seguram as lágrimas nessa sessão. 😉

Texto por: Nayara Coelho

Em Chamas – Jogos Vorazes #2

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Olá pessoas…\o/
Minha primeira resenha no blog e não podia começar melhor, venho falar da minha série de livros favorita: Jogos Vorazes de Suzanne Collins. Hoje especificamente será sobre o filme que está nos cinemas: Em Chamas, o segundo da trilogia.

O primeiro filme Jogos Vorazes foi bom, mas como muitas das adaptações para o cinema, deixou a desejar, faltou entendimento e maturidade, mas não foi tão decepcionante ao ponto de não me levar ao cinema para acompanhar sua sequência, e por isso estou aqui hoje e posso falar com convicção que Em Chamas me surpreendeu, considero esse o livro mais dinâmico da série e é com alegria que expresso minha opinião de que foi a melhor adaptação nos últimos tempos.

Com aventura, drama, romance e inteligência, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), muito mais forte e determinada, volta em cena como vencedora da ultima edição dos Jogos Vorazes e principalmente como a nova esperança dos Distritos devastados de Panem que clamam por vingança. Em Chamas é cheio de reviravoltas, é nele que as alianças são formadas, laços estreitados, o verdadeiro inimigo revelado e os jogos perdem o foco para dar inicio a um novo propósito: a revolução.

Referente às atuações, todo o elenco está de parabéns, acreditei em cada lágrima de Katniss, cada sentimento de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), em cada novo tributo e em cada morador de Panem. O amadurecimento do filme é tangível e se deu no momento certo que a série mais precisava para levar fãs alucinados a uma ansiosa espera de sua continuação. Peeta apareceu pouco, mas estava perfeito em cada momento, sua paixão e paciência com Katniss, levaram todos aos suspiros. Uma grande revelação foi Finnick Odair (Sam Claflin) que se mostrou uma mistura entre perfeição, diversão e encanto.
Em Chamas conseguiu trazer a grande essência da serie Jogos Vorazes, me emocionei, arrepiei, chorei e torci por Katniss, Peeta e todos os tributos. Mudanças foram feitas, todo livro precisa de adaptações para o cinema, mas o filme me deu saudades dos livros. Não sei ao certo a sensação das pessoas que nunca tiveram contato com os livros da série, mas para essa singela leitora e fã, foi surpreendente e perfeito.

E que venha Mockingjay. ^^

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Sinopse:
“Depois dos Jogos Vorazes, a competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.”

Texto por Andreia Manzotti (Deia)

As Vantagens de Ser Invisível por Stephen Chbosky

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Crescer é difícil. Quando chega a adolescência, mesmo em um ambiente familiar estável, as emoções de uma pessoa podem nessa fase da vida podem levar a ações surpreendentes, de forma boa ou ruim, entre hormônios, constantes mudanças, inseguranças, decisões que podem afetar o resto da vida e a pressão de ser o melhor em tudo. Alguns simplesmente não aguentam a carga ou não conseguem lidar com tudo ao seu redor se estiverem sozinhos.

Stefhen Chbosky usa cartas de desabafos e relatos para contar a história de Charlie, um garoto que não conhece sua própria capacidade intelectual e passa por momentos difíceis e incríveis, em seu primeiro ano do ensino médio, quando decide superar sua timidez e fazer amigos.

Assim como no livro, o filme mostra a importância da sociedade na formação de uma pessoa, desde seus pais, parentes próximos a colegas de escola. Uma historia intensa e cheia de emoções te levará por uma jornada surpreendentemente comum, de depressão, novas experiências e aprendizado, mas ao mesmo tempo incrível, quando Charlie busca ultrapassar suas próprias barreiras à procura de superação pessoal.

Apesar de ser um livro pequeno, a forma que Stephen escreve te leva a outro universo e por muitas sensações e sou satisfeita em dizer que o filme é tão bom quanto. Sei que algumas pessoas não gostam quando leitores fazem comparações com os filmes, mas como isso é quase impossível, me reservo no direito de criticar o roteiro e os atores, que captaram de forma brilhante o que foi contado em poucas páginas.

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Sinopse

“Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.”

The Perk of Being a Wallflower by Stephen Chbosky the_perks_of_being_a_wallflower_quote_1

Growing up is hard. When the teens arrives, even in a stable family environment, the emotions a person go through at this stage of life can lead to surprising actions, good or bad, between hormones, changes, insecurities, decisions that can affect the rest of your life and the pressure to be the best at everything. Some just cannot handle the load or cannot cope with everything around itself if alone.

Stefhen Chbosky uses letters of confessions and declarations to tell the story of Charlie, a kid who doesn’t know his own intellectual capacity and goes through difficult and incredible moments in the first year of high school, when he decides to overcome his shyness and make friends.

Like the book, the film shows the importance of society in the formation of a person from their parents and close relatives to schoolmates. A story full of intense emotions and takes you on a journey surprisingly common, depression, learning and new experiences, but at the same time amazing, when Charlie seeks to overcome his own barriers to seeking personal overcoming.

Despite being a small book, the way Stephen writes takes you to another universe and trough many sensations and I am pleased to say that the film is just as good. I know some people don’t like it when a reader makes comparisons with the films, but as that is almost impossible; I reserve the right to criticize the script and the actors who here brilliantly captured what was told in a few pages.

Synopses

“Charlie is a freshman.
And while he’s not the biggest geek in the school, he is by no means popular. Shy, introspective, intelligent beyond his years yet socially awkward, he is a wallflower, caught between trying to live his life and trying to run from it.
Charlie is attempting to navigate his way through uncharted territory: the world of first dates and mix tapes, family dramas and new friends; the world of sex, drugs, and The Rocky Horror Picture Show, when all one requires is that perfect song on that perfect drive to feel infinite. But he can’t stay on the sideline forever. Standing on the fringes of life offers a unique perspective. But there comes a time to see what it looks like from the dance floor.
The Perks of Being a Wallflower is a deeply affecting coming-of-age story that will spirit you back to those wild and poignant roller-coaster days known as growing up.”

Texto por: Nayara Coelho

A lista de Schindler

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Com quase 20 anos exatos de seu lançamento o filme americano A Lista de Schindeler, um clássico baseado na obra de mesmo nome de Thomas Keneally, poder ser considerado uma das melhores obras dos anos 90. É uma narrativa sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que com sua genialidade em relações pessoais e com a ajuda do judeu Stern conseguiu salvar a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los em sua fábrica de panelas esmaltadas que então viraria fabricada de armas bélicas que nunca dispararão sequer uma bala. Nessa obra prima de Steven Spilberg, Schindler é representado por Liam Neeson que incorpora de forma brilhante o alemão nazista, mulherengo, oportunista e carismático. Já o talentoso Ben Kingsley desempenha o papel do braço direto de Oskar, o contador de suas fabricas durante a guerra, um serio e inteligente judeu chamado Itzhak Stern.
É difícil falar de um trabalho tão perfeito, então vou tentar colocar em palavras o que senti. Um filme com mais de 3horas de duração e só consegui levantar do sofá para uma breve pausa extremamente necessária. Spilberg me fez sentir ódio, raiva, admiração e uma tristeza profunda ao longo desses 195 mim, diferente de simplesmente saber que o holocautro aconteceu, como um evento na historia, assistir a lista de Schindler te leva a realidade vivida pelos judeus a mercê dos nazitas. Um longa metragem em preto e branco que me tirou o folego, me fez chorar, mas acima de tudo me fez acreditar que basta uma pessoa para fazer a diferença, para o bem ou para o mal.

Data de lançamento: 30 de novembro de 1993 (Washington, D.C.)
Direção: Steven Spielberg
Duração: 195,5 minutos
Canção original: Por una cabeza
Música composta por: John Williams
Vencedor do Oscar de 1994:
Melhor Filme (Steven Spielberg), (Gerald R. Molen) e (Branko Lustig)
Melhor Diretor (Steven Spielberg)
Melhor Roteiro Adaptado (Steven Zaillian)
Melhor Fotografia (Janusz Kamiński)
Melhor Direção de Arte (Ewa Braun) e (Allan Starski)
Melhor Edição (Michael Kahn)
Melhor Trilha Sonora Original (John Williams)
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Sinopse
“A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.”
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